O glúten nos rótulos pelo mundo

No Brasil, a legislação é antiga: desde 2003, todos os alimentos industrializados precisam ter no rótulo a informação se contém ou não glúten. Essa é uma tranquilidade para quem realmente não pode consumir essa proteína, como é o nosso caso (meu e da Cá).

Mas isso não é assim no mundo todo. Então, antes de viajar sempre dou uma pesquisada para saber o que vou encontrar pela frente ao procurar algo para matar a fome durante o dia em um mercado.

Ao redor do mundo, há entendimentos distintos do que é um alimento “gluten free”. Isso porque, ao pé da letra, não há alimento totalmente sem glúten, o que existe é quantidade de glúten que um celíaco pode ingerir com segurança.

Em geral, os países adotam as diretrizes do Codex Alimentarius, um programa conjunto da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece normas internacionais na área de alimentos. Desde 2008, esse parâmetro para um alimento ser considerado gluten free é de 20 partes por milhão. No mundo, 187 países – e também a União Europeia – são membros do Codex Alimentarius.

Mas cada país tem sua própria legislação sobre a rotulagem dos produtos. Nos Estados Unidos e países da Europa por onde tenho viajado, não tenho tido problemas, mas poucos tem também a obrigatoriedade como no Brasil de ter escrito CONTÉM GLUTEN ou NÃO CONTÉM GLUTÉN no rótulo. (Parabéns para o nosso país nesse quesito). E pelo que tenho lido, no Canadá, Austrália e Nova Zelândia também fica claro nos rótulos. A dificuldade ainda é maior quando você pega um rótulo em uma outra língua  – ou cheio de símbolos indecifráveis, como pode acontecer na Ásia ou na Rússia, por exemplo.

Minha experiência mais difícil com isso foi na China. Era comum eu pegar um pacote e não ter ideia do que estava escrito! Até li que alguns países usam um símbolo que é um galho de trigo com um risco em cima. Mas eu olhava aquele monte de risquinhos e não entendia nada. Na maioria das vezes, acabava saindo do mercado com frutas. Aliás, os alimentos não industrializados são ótimas opções porque, além de muito mais saudáveis, são iguais em qualquer lugar do mundo!

Célia

20/07/2019

*Estamos compartilhando nossas experiências mas não somos médicas ou nutricionistas. Consulte um especialista para uma orientação profissional.

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