Sou o(a) único(a) celíaco(a) na família e agora?

Há alguns anos atrás, quando minha mãe foi diagnosticada com a doença celíaca ela era a única da família que não podia comer glúten. Ela teve que explicar para toda a família sobre a doença, seus sintomas e sobre os alimentos que ela podia e não podia comer. Aos poucos fomos nos acostumando com as adaptações dela. No começo, o restante da família comia alimentos com glúten, tinha a divisão de pães, no almoço fazíamos dois macarrões diferentes (com e sem glúten) e a farinha de trigo pura tinha que ser manuseada com muito cuidado e a limpeza da bancada e dos utensílios era feita com muito rigor. Os alimentos que podem ficar contaminados como a manteiga e o requeijão também eram separados.
Quando eu (filha) fui diagnosticada tempos depois, já estava completamente ciente dos sintomas e prevenções da doença então foi mais fácil pra me adaptar. Aos poucos o restante da família foi provando as receitas sem glúten e foram gostando, não viam diferenças evidentes entre elas e as com glúten. Hoje, a nossa cozinha é 100% sem glúten, não precisamos nos preocupar com contaminação cruzada.

Com base na experiência da nossa família, separamos 5 dicas para você lidar com o fato de ser o(a) único(a) celíaco(a) da família:

  • Deixe bem claro para todos as características da doença celíaca: tudo o que você pode e não pode comer, os sintomas, contaminação cruzada, etc;
  • Faça uma divisão na dispensa: uma parte destinada à alimentos sem glúten e outra com;
  • Coloque marcações em alimentos com risco de contaminação cruzada: um adesivo no requeijão da pessoa celíaca por exemplo;
  • Introduza receitas sem glúten à sua família;
  • Comente dos benefícios da dieta sem glúten.

Quem sabe com o tempo a sua casa também vire 100% sem glúten?!

02/06/2020

*Estamos compartilhando nossas experiências mas não somos médicas ou nutricionistas. Consulte um especialista para uma orientação profissional.

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