Comidas sem glúten são mais caras? (parte 1)

Quem faz uma dieta sem glúten precisa fazer escolhas mais racionais na hora das compras no supermercado. Primeiramente, sugerimos escolher os alimentos que são naturalmente sem glúten como legumes, verduras, frutas e carnes. Além de mais saudáveis, não são tão caros. Mas na hora de escolher os alimentos industrializados começa o problema, é onde precisamos ter mais atenção. Para começar, vamos analisar o impacto dos preços da cesta básica para o brasileiro.

O preço médio da cesta básica já passou de R$600,00 em algumas capitais, o que corresponde a 58% do salário mínimo (fonte: DIEESE, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

A cesta básica de referência do DIEESE têm 13 produtos e a quantidade e os preços variam de acordo com a região do Brasil: Carne, Leite, Feijão, Arroz, Farinha, Batata, Legumes (tomate), Pão, Café em pó, Frutas (banana), Açúcar, Óleo, Manteiga. Dessa cesta de referência (longe de ter a variedade ideal de alimentos), somente farinha (se for de trigo) e pão têm glúten, ou seja, poucos produtos, no entanto já temos um exemplo do grande impacto que 1 ou 2 produtos teriam na cesta.

Comparações de alguns produtos COM e SEM glúten (referências de preços em consultas online):

Farinha:

1kg de farinha de trigo tradicional custa em média R$4,00. 500g de farinha Aminna (opção sem glúten) custa em média R$10,00, e a farinha sem glúten da marca Schar 500g aproximadamente R$20,00. Isso significa que podemos pagar até 10 vezes mais caro pela grama da farinha sem glúten em relação a com glúten.

Pão de forma:

500g do pão de forma tradicional da marca Wickbold, custa em média R$5,00. O pão sem glúten da mesma marca tem 300g e custa R$17,00. O pão de forma da Schar de apenas 200g, pode custar R$20,00.

Ou seja, MUITA atenção aos preços e, principalmente, ao peso dos produtos, pois normalmente as opções sem glúten vem em menores quantidades, o que aumenta ainda mais a diferença de preço.

Nós gostamos muito das marcas que utilizamos como referência, pois além da alta qualidade de seus produtos, elas estão ampliando a oferta de produtos sem glúten no mercado e com ampla distribuição. Mas temos que estar conscientes da diferença de preço dos produtos sem glúten que são influenciados pelo alto custo dos ingredientes e pela menor escala ainda de venda desses produtos.

No próximo texto sobre esse assunto traremos mais comparações de produtos que consumimos no dia a dia nas versões com e sem glúten. Fiquem ligados!

E vocês, estão fazendo as contas também? Quais produtos vocês mais se assustam com a diferença de preços na versão sem glúten?

Célia

11/02/2021

*Estamos compartilhando nossas experiências mas não somos médicas ou nutricionistas. Consulte um especialista para uma orientação profissional.

3 Respostas para “Comidas sem glúten são mais caras? (parte 1)”

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